sábado, 19 de dezembro de 2009

A virada
...até arroz dentro da bolsa, O novo Testamento, No começo pouca concentração
Eu estava ali tentada a tentar, E parece que o mundo estava ao meu favor, Agora ouço Elvis no quarto
Nós estamos vivos!!
Seja lá sacrilégio, O destino da estrela, Mas cortamos a linha de partida, E que o mundo agora nos ouça
...até chorei, E o céu chora agora, De felicidade!
Eu grito dentro de mim, Estou feliz... Estou feliz
O céu responde feito carnaval, Com a Viradouro na avenida principal, Meu Deus! Eu sou Viradouro!
Rafa

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

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sábado, 28 de novembro de 2009

A imaginação não tem asas

Lá venho dizer inconfidências/ Sou cara-de-pau comigo mesma/ Sei que deveria ser segredo/ Mas costumo escrever o que sou capaz/
Você é um livramento/ É o que procuro pra sair desse vazio/ Mas todas as vezes que procedi assim/ Cai em profundo tormento/
O que te atrai/ É o que te arrasa/ Gostar não vem à toa/ A gente abraça/
Não é como ver o céu carregado de nuvens/ Não é como encher a cara num bar/ Tem fragmentos invisíveis na percepção/ Tem amores que nem Deus teve a imaginação/
É o que recorro/ Procurando a errata/ É o que te atrai/ É o que te arrasa/ Gostar não vem à toa/ A gente abraça/
Não é como as eleições para presidente/ Não é como plantar sementes de acerola/ Geralmente é uma pipa com muito cerol/ Cortando o céu sem nuvens/
É o que me faz subir/ Das minhas defesas/ Nada de além-mar/ Só por aqui/
Porque o que me atrai/ É bem mais claro/ Evidente/ E está aqui/
Rafa
Versos famélicos
Hoje sou o cardápio do dia/ Cara amarrada do Reino/ Óculos escuros cor salmão/ Cabelos tom de café ralo/ Bocejos de animal noturno/
Mato fome com indiferença...
Na verdade ainda estou muito fria e crua/ Prato vazio pros que tem poemas
Rafa

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O amor sempre cobra seu aluguel
Acho incrível amar você/ Como um fiel e sua devoção/ E por isso sigo-te plenamente/ Todas as suas escrituras/ Alguns autores já falaram sobre você/ Sobre o que eu já quis te dizer/ Mas tenho que ser inédito/ Quando me apresento, gaguejos vêem/ Pedi mais desculpas do que realmente errei/ E eu não tinha mais imagens ao redor/ Não ouvia nem as bulhas dessa cidade/ Os olhos estavam sempre em você/ No seu dinamismo/ Mas eu sinto vergonha das breguices do amor/ De cometer um amor, o amor/ De me entregar ao que deveria ser/ De ir ao cinema, andar de mãos dadas e mandar flores/ E é por isso que você nunca vai saber de mim/ O que eu pagaria pra ser/
Rafa