brasília, e agora?
com o avião na pista,
quer levantar vôo,
não existe vôo...
quer se afogar no lago
mas o lago secou...
quer falar com o presidente
mas este viajou...
quer se esconder no cerrado,
o cerrado acabou...
quer ir pra goiás,
goiás não há mais...
brasília, e agora?
(nicolas behr)
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Drummond Brasiliensis
brasília, e agora?
com o avião na pista,
quer levantar vôo,
não existe vôo...
quer se afogar no lago
mas o lago secou...
quer falar com o presidente
mas este viajou...
quer se esconder no cerrado,
o cerrado acabou...
quer ir pra goiás,
goiás não há mais...
brasília, e agora?
(nicolas behr)
música urbana
Ai que já me bate a saudade,desse esteriótipo aberto,azul,limpo e um pouco misterioso...aaaaaah,o cerrado me mostrou o que a tevê só despreza,e eu fui
nessas asas,conhecer o que esse lugar tem de bom...A banda da Polônia,
as malandragens contra as blitz,as rinchadeiras na casa da Tia Máubia,os carros que pararam pra que eu pudesse atravessar na faixa,a noite fria,o chopp gelado,
a torre,a arquitetura Niemeyer "plataformas,quadras,setores...",lago paranoá...
E esse tal de Paulo,com quem me diverti nas baladas brasilienses,esse mesmo
que amo demais,esse que quase sai rolando grama abaixo do congresso nacional.
asa norte
Eu te procuro quando me sinto em perigo/ Quando cai um raio e soa um trovão/ Eu te procuro quando alegria eu sinto/ Só você traduz a sensação/
Contigo eu me esparramo, não tem engano, não, nem erro não Nem ilusão nessa canção...
Essa canção quer você todo tempo que eu perdi/ Todo lance que rolar/ Cada momento e em qualquer lugar/ Ou enquanto acender esse brilho em teu olhar/(esse brilho em teu olhar:lulu santos-léo jaime:voz)
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Agora a trilha é real
No centro de um planalto vazio/
Como se fosse em qualquer lugar/
Como se a vida fosse um perigo/
Como se houvesse faca no ar/
Como se fosse urgente e preciso/
Como é preciso desabafar/
Qualquer maneira de amar valia/
E Léo e Bia souberam amar/
Como se não fosse tão longe/
Brasília de Belém do Pará/
Como castelos nascem dos sonhos/
Pra no real, achar seu lugar/
Como se faz com todo cuidado/
A pipa que precisa voar/
Cuidar de amor exige mestria/
E Léo e Bia souberam amar/
Oswaldo Montenegro
sábado, 12 de julho de 2008
Tu és o MDC da minha vida
Tu és o grande amor Da minha vida Pois você é minha querida E por você eu sinto calor Aquele seu chaveiro Escrito "love" Ainda hoje me comove Me causando imensa dor Dor!...
Eu me lembro Do dia em que você Entrou num bode Quebrou minha vitrola E minha coleção De Pink Floyd...
Eu sei! Que eu não vou ficar Aqui sozinho Pois eu sei Que existe um careta Um careta em meu caminho...
Ah! Nada me interessa Nesse instante Nem o Flávio Cavalcanti Que ao teu lado Eu curtia na TV, na TV...
Nessa sala hoje Eu peço arrêgo Não tenho paz Nem tenho sossego Hoje eu vivo somente A sofrer! A sofrer!...
E até! Até o filme Que eu vejo em cartaz Conta nossa história E por isso, e por isso Eu sofro muito mais...
Eu sei! Que dia a dia Aumenta o meu desejo E não tem Pepsi-cola que sacie A delícia dos teus beijos...
Ah! Quando eu me declarava Você ria E no auge da minha agonia Eu citava Shakespeare...
Não posso sentir Cheiro de lasanha Me lembro logo Das casas da banha Onde íamos nos divertir Divertir!...
Mas hoje o meu Sansui-Garrat e Gradiente Só toca mesmo embalo quente Prá lembrar do teu calor Então eu vou ter Com a moçada lá do Pier Mas prá eles é careta Se alguém Se alguém fala de amor Ah!...
Na Faculdade de Agronomia Numa aula de energia Bem em frente ao professor Eu tive um chilique desgraçado Eu vi você surgindo ao meu lado No caderno do colega Nestor Nestor!...
É por isso, é por isso Que de agora em diante Pelos 5 mil auto-falantes Eu vou mandar berrar O dia inteiro Que você é: O Meu Máximo Denominador Comum!...(Raul seixas/Paulo Coelho)
quarta-feira, 9 de julho de 2008
só chamei porque te amo(I just called To say I love you)
Não é Natal, Nem ano bom, Nem um sinal no céu, Nenhum armagedom. Nenhuma data especial, Nenhum ET brincando aqui, No meu quintal.
Nada de mais, Nada de mal. Ninguém comigo, Além da solidão. Nem mesmo um verso original, Pra te dizer, E começar uma canção...
Só chamei porque te amo. Só chamei porque, É grande a paixão. Só chamei porque te amo. Lá bem fundo, Fundo do meu coração...
Nem carnaval, Nem São João, Nenhum balão no céu, Nem luar no sertão. Nenhuma foto no jornal, Nenhuma nota na coluna social. Nenhuma múmia se mexeu, Nenhum milagre da ciência, Aconteceu. Nenhum motivo nem razão. Quando a saudade vem, Não tem explicação.
I just called, To say I love you. I just called, To say how much I care. I just called, To say I love you. And I mean it, From the bottom, Of my heart.
Só chamei porque te amo. I just called, Porque é grande a paixão. I just called, Porque te amo. Lá bem fundo, Fundo, Do meu coração...(gilberto gil)
terça-feira, 8 de julho de 2008
As borboletas da Lygia
Sobre borboletas,
Não fui eu quem as viu,
As lembranças eram dela,
Minha mente adquiriu.
Borboletas amarelas,
Livres trapezistas!
Colorindo um circo azul.
Lygia voltou à vida!
Na infância somos polém,
Pela estrada se espalham os pós.
Se juntarmos, nos reconhecemos.
Mas se o vento leva,
As perdemos...
Pra sempre, não diria.
As borboletas da Lygia,
Criou sua anatomia.
Será futuro?
Deus que anuncia.
Onde andará as criações,
Que idade esconderia?
Sobre o que somos,
O que cresce, uma regalia.
O mundo vazio que se tornou.
Que some e as pernas o tino.
Das lentes que não consertou.
Devias ter se arrastado,
Ao chão de onde veio.
Evoluído, metamorfoseado...
Borboletas se movem no ar,
Mesmo podendo aterrissar.
Encontrei algo que ficou,
Quando pensei ter acabado.
As borboletas haverá outras,
Mas nada mudará o seu passado.
(rafa-poema dedicado à minha amiga Lygia)
Fiz este poema, quando certo dia,Lygia me contou sobre borboletas amarelas que vira perto de sua casa e que não as via ali há muitos anos.
sexta-feira, 4 de julho de 2008
poema sujo
Eu to me segurando pra não fumar,
Pra não lhe xingar com inverdades,
Só pra lhe machucar a intenção,
De me deixar de um modo tarde.
Quero te assegurar que sou poemeto,
De um embolar de um bêbado,
Soltando versos numa mesa arruinada.
E que eu não posso a sarjeta dos outros,
Nem das baratas o caminho sujo,
Não vou lhe dar mais este gosto,
Já me fere a confissão no bucho.
E eu sei que o que sairá da minha boca,
É um sentimento mastigado e podre.
Que nem eu poderei suportar a imprudência.
Vou dizer adeus novamente cedo e crer,
Que este pedaço de mim ainda tem sorte,
De não ser rato morto no asfalto.
(rafa)
quinta-feira, 3 de julho de 2008
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Tolices de Flávia
Que o telefone toque às duas da manhã/ Que ela seja a primeira a ver o arco-íris/ Que o signo do pretendente combine com o dela/ Que nos dias de cólicas possa ficar deitada/
Que não tenha que ter amigos por conveniência/ Que no próximo verão esteja menos gorda/ Que tenha coragem de pintar os cabelos de escarlate/ Que tenha coragem de pôr esmalte vermelho nas unhas/
Que tenha pelo menos uma experiência homossexual/ Que tenha grana para toda a coleção do Oasis/ Que aquele dólar guardado na carteira dê sorte/ Que ninguém caçoe do seu estrabismo no RG/
Que não namore jamais homem com meia na canela/ Que faça viagens por toda Europa de trem/ Que talvez participe de uma manifestação em Brasília/ Que exista uma bicicleta nas próximas décadas/
Que a Ana Cañas nunca alise seus pixains/ Que as cidades não tomem conta dos campos/ Que ninguém se suicide do seu apartamento/ Que esse trecho não fique menor que os outros/
Que a beleza dure uns setenta anos possíveis/ Que a vida após a morte nos dê uma segunda chance/ Que tenha sonhos mesmo na beira da loucura/ Que possa chorar pra não guardar o peso do fracasso/
Que os incensos a leve nas energias positivas/ Que na faculdade encontre professores influentes/ Que os óculos de grau nunca saia de moda/ Que não tenha depressões aos sábado a noite/
Que o céu lhe conforte nas manhãs de outono/ Que as baratas desapareçam na próxima explosão/ Que a matemática não nos leve mais a falência/ Que o português seja a língua universal do amor/
Que continue acreditando/ Que carregue este ensejo/ Que lhe guardem esperança/ Que nos leiam por inteiro/
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