quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Dos amores que eu nunca falei...
Talvez eu melhore amanhã?/
Mas aqui, de um só autor./
Quando o vazio me toma/
Não tenho ninguém/
Ou sentindo algum/
E todos os dias é você/
E todas as horas é você/
E minhas conquistas banais/
Uma meada o amor!/
Como não o conheço/
Como o domar?/
Se a gente é só o que eu sei/
Todo este verso vem de mim/
O que vem de você?/
Todo este verso em mim/
Toda esta tentativa de ter/
Fica apenas a mera vontade/
De me atirar palavra à boca/
E morrer de secura poética/
Escancaro fora das normas/
Dos amores que eu nunca falei/
Talvez eu melhore amanhã/
Comendo letras e coragem/
Resgatando a razão embaralhada/
Que todo o sentimento invento/
Um pseudônimo desocupado/
Como o pressuposto, falido./
Mas é o mesmo de cabeça para baixo/
É de um expor curtido/
De um autor só/
Sem qualquer talento/
Quero ver é estar arruinado/
Nesse mundo cheio de felicidade/
E o meu assim/
Tão qüiproquó./
Quero ver é estar arruinado/
Nesse mundo sem dó./
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